Mágica e Ciência: 10 maneiras para usar o cérebro a favor do mágico

Mágica e Ciência

Mágicos precisam mais do que habilidades verbais e teatrais para encantar. É preciso também dominar técnicas da neurociência para saber como iludir sua plateia. Não é a toa que uma das principais áreas deste ramo é o ilusionismo.

Por isso o mágico precisa sempre estar de olho nas pesquisas nesse campo, já que muitas delas podem apontar saídas para truques novos e totalmente inovadores. Muito desse conhecimento já é aplicado em vários espetáculos. Quer saber quais? Mostramos para você!

1. “Escolha uma carta”

Você sabia que a escolha da carta não é aleatória? Na verdade, é o mágico que muitas vezes define qual será a escolha. Isso é feito de uma forma tão natural (movimentos, gestos, posição da carta) que o cérebro é incapaz de associar essa informação. Não há livre arbítrio nessa escolha.

2. Bater carteira

Algumas pessoas fazem isso de forma desonesta, mas muitos mágicos usam as táticas de batedores de carteira para impressionar nos shows. O feito é simples: você despista a atenção do voluntário para que ele fique impossibilitado de dar atenção aos seus objetos de valor. Depois, é tirar a carteira do alvo sem que ele perceba.

3. Truque da mulher serrada ao meio

O truque antigo já foi desvendado várias vezes: a cabeça e as pernas são de pessoas diferentes. Mas, por que o cérebro teima em não perceber isso? A ciência explica que o cérebro teima em não perceber erros de continuidade. Ao ver uma cabeça alinhada com um par de pernas, ele simplesmente não consegue aceitar que são duas pessoas e não uma só.

4. Cegueira para a mudança

Já participou de truques em que a sua carta era retirada da sequência? A lógica é simples e a ciência desvenda: os mágicos nunca sabem qual é a carta escolhida e o cérebro se cega para mudanças. Ao tirar a atenção por alguns instantes da sequência inicial de cartas, o alvo se esquece de cada carta que estava ali  e foca apenas na que escolheu. A segunda sequência não tem nenhuma das cartas anteriores, mas a pessoa não percebe. Isso acontece porque, ao tirar o foco entre uma sequência e outra, o cérebro para de assimilar a mudança.

5. Cegueira por desatenção

Quando o cérebro foca em um único objetivo, ele para de perceber tudo que acontece ao redor – até mesmo coisas absurdas. Um experimento realizado por uma universidade americana colocou dois grupos para assistir ao mesmo vídeo de basquete juntos. Cada grupo deveria focar em um tipo de jogada específica. Enquanto o jogo passava, um gorila aparecia no vídeo. No final do experimento, foi perguntado a cada membro dos dois grupos se eles haviam reparado em algo estranho no vídeo. Nenhuma delas havia visto o gorila.

6. Objetos desaparecidos

Sabe quando você olha para uma imagem com fundo preto e contornos brancos e, ao olhar para uma parede branca, você a vê ali? Mágicos utilizam essa técnica frequentemente. O olho tende a perpetuar a imagem de um objeto, mesmo que ele não esteja mais ali. A ciência explica que, enquanto você ainda está vendo a moeda em sua mão esquerda, ela já está na direita e você não percebeu o movimento, simplesmente porque esta imagem permaneceu em seu cérebro.

7. Cegueira para escolha

Mais uma vez a atenção é botada em xeque. Um mágico mostra duas imagens e pede para que a pessoa escolha a que achar mais atraente. Como vimos anteriormente, as imagens exibidas são trocadas para que o espectador não perceba. Então, o mágico pergunta o motivo de ter escolhido aquela imagem. A pessoa ainda irá justificar, mesmo não sendo a sua escolha. Segundo a ciência, Isso acontece porque o cérebro resiste em perceber que aquela não foi realmente a escolha inicial.

8. Mantendo o foco

Por que as pessoas não percebem quando mágicos tiram objetos de lugares secretos, totalmente inesperados? Porque o cérebro não consegue focar em duas coisas simultaneamente, ou seja, o mágico tira a atenção da pessoa para outro evento qualquer, enquanto retira o objeto da manga.

9. Encantando o público

O uso do humor nos espetáculos não é à toa e, novamente, a ciência explica. Quando o mágico consegue fazer sua plateia rir, é exercida uma influência no seu cérebro, produzindo o hormônio oxitocina – o hormônio do amor e do vínculo. O público se sente naturalmente disposto a colaborar com aquela. Isso faz com que não seja possível duvidar seriamente por muito tempo sobre o que está acontecendo.

10. Correlação ilusória

Lembra do efeito de continuidade? Ele continua valendo aqui. Dois eventos totalmente distintos, quando colocados em sequência, são entendidos pelo cérebro como uma relação de causa e consequência. O truque mais antigo de todos, tirar um coelho da cartola, é assim: o mágico bate com a varinha na cartola e logo tira o coelho dela. Um evento não tem nada a ver com o outro, mas, por terem acontecido em sequência, o cérebro entende que o coelho apareceu porque o mágico bateu a varinha na cartola, afastando o método do efeito.

Viram o quanto é fácil enganar o cérebro humano? Invista na ciência e faça truques de mágica surpreendentes com as dicas da Magicando!

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