Arte Mágica: Como ela encanta as pessoas

Ao longo da história, a cada geração, a arte mágica vem seduzindo pessoas de todas as idades. Seja pelo fascínio que os truques de ilusionismo causam ou pela busca incessante dos profissionais da mágica por truques cada vez mais inovadores, a mágica sempre foi envolta por uma áurea de encantamento.

O fato é que, se a mágica participasse de uma pesquisa de satisfação como um produto, ela alcançaria altas taxas de aprovação nos mais variados segmentos da sociedade.

Mas o que a arte mágica que tem pra conseguir agradar tantas pessoas? Como ela é capaz de satisfazer da mesma forma pessoas tão diferentes?

Bom, tenho uma teoria.

Cada vez mais, nós vivemos uma realidade que nos incomoda em vários aspectos. Eu precisaria de um post gigantesco para enumerar tudo, mas de pronto, destaco alguns:

  • Falta de tempo para fazer o que se gosta;
  • Escassez de recursos (não somente os financeiros);
  • Aumento da violência urbana;
  • O aparecimento interminável escândalos nas áreas política, empresarial, artística, desportiva etc;
  • Pessoas, grupos sociais e nações cada vez mais intolerantes;

E por aí vai…

Ok. Mas onde a mágica entra nessa história?

Eu penso a arte mágica como uma válvula de escape para todos nós. Como raras coisas da vida, ela carrega consigo momentos de alegria genuína que parecem nos isolar do bombardeio de problemas ao nosso redor.

Pode parecer uma utopia, mas estamos cada vez mais necessitados dessas válvulas de escape.

Já ouviu falar, por exemplo, na Síndrome de Burnout? É um distúrbio psíquico causado pela dedicação exagerada a determinada atividade (geralmente, as laborais). Uma das melhores formas de preveni-la é inserirmos em nossa rotina mais momentos dedicados ao nosso próprio bem estar físico, psíquico e emocional.

Em resumo, minha teoria é que, diante desta nossa necessidade fisiológica (mesmo que, as vezes, inconsciente), a arte mágica está como uma espécie de relaxante cerebral. E a cada truque, a cada número ela  nos lembra, como um discreto sussurro, que é possível vivermos num mundo sem tantas exigências e preocupações. Nos lembra que é possível sermos mais felizes.

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